
Quando um estudante com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade encontra dificuldades para terminar uma prova, organizar uma atividade ou cumprir um prazo, é comum que a primeira solução proposta seja oferecer mais tempo.
A medida pode ser importante e necessária em determinados casos. Entretanto, compreender o funcionamento do TDAH exige uma pergunta mais profunda: o problema está apenas na quantidade de tempo disponível ou também na capacidade de perceber, organizar e utilizar esse tempo?
Essa distinção modifica toda a construção das adaptações educacionais.
Uma pessoa pode receber trinta, cinquenta ou sessenta minutos adicionais e continuar encontrando dificuldades para começar a atividade, selecionar prioridades, sustentar o esforço, perceber quanto tempo já passou e decidir quando avançar para a questão seguinte.
Isso não significa que o tempo adicional seja inútil. Significa que o tempo, sozinho, não substitui a estrutura executiva necessária para utilizá-lo.
O TDAH NÃO É APENAS UMA DIFICULDADE DE ATENÇÃO
O nome Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade pode levar à ideia de que a pessoa possui simplesmente “menos atenção”. O funcionamento real é mais complexo.
Muitas pessoas com TDAH conseguem permanecer intensamente concentradas em atividades interessantes, novas, urgentes ou emocionalmente significativas. Ao mesmo tempo, podem apresentar grande dificuldade para manter o foco em tarefas repetitivas, demoradas, pouco estimulantes ou cujo resultado só aparecerá no futuro.
Essa variação não deve ser interpretada como falta de vontade.
A dificuldade está, frequentemente, na regulação voluntária da atenção e do comportamento. A pessoa nem sempre consegue direcionar seus recursos mentais conforme a importância racional da tarefa.
Ela pode saber que precisa estudar, desejar terminar o trabalho e compreender as consequências de um atraso. Ainda assim, pode não conseguir iniciar, manter ou concluir a ação da maneira esperada.
É nesse ponto que entram as funções executivas.
O QUE SÃO FUNÇÕES EXECUTIVAS?
As funções executivas formam um conjunto de capacidades mentais envolvidas na organização do comportamento em direção a um objetivo.
Elas ajudam a pessoa a:
✦ interromper uma resposta impulsiva;
✦ manter uma instrução ativa na memória;
✦ planejar etapas;
✦ estabelecer prioridades;
✦ iniciar uma tarefa;
✦ sustentar o esforço;
✦ perceber a passagem do tempo;
✦ acompanhar o próprio desempenho;
✦ corrigir erros;
✦ regular emoções;
✦ adiar recompensas;
✦ abandonar uma estratégia que não está funcionando;
✦ concluir uma atividade.
Essas capacidades não atuam isoladamente. Em uma prova, por exemplo, o estudante precisa ler, compreender, recuperar conhecimentos, administrar o tempo, controlar a ansiedade, decidir a ordem das questões, resistir às distrações e revisar as respostas.
Portanto, o resultado de uma avaliação não depende apenas do conteúdo aprendido.
Ele também depende da capacidade de coordenar várias operações mentais ao mesmo tempo.
O TDAH E A AUTORREGULAÇÃO
Russell A. Barkley, um dos pesquisadores mais influentes na área do TDAH, desenvolveu uma compreensão do transtorno fortemente relacionada à autorregulação e às funções executivas.
Autorregulação é a capacidade de modificar o próprio comportamento para alcançar uma consequência futura.
Para isso, é necessário conseguir interromper impulsos imediatos, manter um objetivo mentalmente ativo, prever consequências e sustentar ações que talvez não tragam satisfação no presente.
Uma pessoa com dificuldades de autorregulação pode conhecer uma regra, explicar o que deveria fazer e até orientar outra pessoa corretamente. O problema aparece quando precisa aplicar esse conhecimento a si mesma, no momento necessário e sem uma estrutura externa suficiente.
Essa diferença pode ser resumida da seguinte maneira: Saber o que deve ser feito não é o mesmo que conseguir fazer no momento em que precisa.
Essa compreensão desloca o olhar da acusação moral para a análise funcional.
Em vez de perguntar “por que ele não se esforça?”, torna-se mais produtivo perguntar:
“Que processos estão dificultando a transformação da intenção em ação?”
A RELAÇÃO ENTRE TDAH E TEMPO
O tempo não é apenas uma medida do relógio. Para organizar a vida, é necessário representá-lo mentalmente.
A pessoa precisa imaginar quanto tempo uma tarefa levará, comparar essa duração com o prazo disponível, distribuir etapas e antecipar consequências futuras.
Essa capacidade pode estar comprometida no TDAH.
Algumas pessoas apresentam dificuldade para:
✦estimar a duração de uma atividade;
✦perceber quanto tempo já passou;
✦iniciar uma ação antes de o prazo se tornar urgente;
✦dividir um objetivo distante em etapas presentes;
✦abandonar uma tarefa que está consumindo tempo excessivo;
✦lembrar que uma consequência futura depende de uma ação realizada agora.
Por isso, a passagem do tempo pode ser percebida de maneira pouco consistente.
O que não está acontecendo agora pode perder força psicológica. Um compromisso da próxima semana, embora importante, pode não produzir ativação suficiente para iniciar uma tarefa hoje.
Quando o prazo se aproxima e a consequência se torna imediata, a pessoa pode finalmente experimentar a urgência necessária para agir.
Esse padrão não deve ser confundido com escolha consciente de deixar tudo para a última hora. Muitas vezes, a urgência funciona como um estímulo externo que temporariamente organiza a atenção e mobiliza o comportamento.
A CHAMADA REGRA DOS 30%
Em materiais educativos relacionados ao trabalho de Russell Barkley, aparece frequentemente uma estimativa conhecida como “regra dos 30%”.
Ela procura ilustrar que algumas crianças e adolescentes com TDAH podem apresentar um desenvolvimento de determinadas capacidades executivas inferior ao esperado para sua idade cronológica.
A ideia pode ajudar famílias e educadores a compreenderem por que um estudante inteligente, articulado e informado ainda necessita de apoio para organizar materiais, controlar impulsos ou administrar o tempo. Entretanto, essa estimativa não deve ser tratada como uma equação clínica.
Diminuir 30% da idade cronológica não revela automaticamente:
✦ a inteligência da pessoa;
✦ sua idade mental;
✦ seu nível global de maturidade;
✦ seu tempo máximo de atenção;
✦ sua capacidade de aprender;
✦ a adaptação escolar de que necessita.
As funções executivas não se desenvolvem de maneira perfeitamente uniforme.
Um adolescente pode apresentar excelente vocabulário e raciocínio, mas precisar de apoio para planejar um trabalho. Um adulto pode ter grande competência profissional e ainda enfrentar dificuldades para administrar prazos, documentos ou tarefas domésticas.
Além disso, o funcionamento varia conforme o contexto, a qualidade do sono, o estado emocional, a motivação, o tratamento, o ambiente e as características da tarefa.
A chamada regra dos 30% deve ser compreendida como uma referência educativa para ajustar expectativas e observar necessidades de apoio — não como um cálculo capaz de definir uma pessoa.
EXPECTATIVA ADEQUADA NÃO SIGNIFICA EXPECTATIVA BAIXA
Reconhecer diferenças no desenvolvimento executivo não significa reduzir a pessoa às suas dificuldades. Também não significa fazer tudo por ela, eliminar responsabilidades ou aceitar que nenhuma habilidade poderá ser desenvolvida.
A expectativa adequada considera o ponto em que a pessoa está e constrói apoios que lhe permitam avançar.
Existe uma diferença importante entre dizer: “Ele não consegue e nunca conseguirá.” e dizer: “Ele ainda precisa de uma estrutura externa para realizar essa tarefa com maior autonomia.”
A primeira afirmação paralisa.
A segunda reconhece uma necessidade atual e, ao mesmo tempo, mantém aberta a possibilidade de desenvolvimento.
O apoio pode funcionar como um andaime. Enquanto determinada habilidade ainda não está suficientemente consolidada, o ambiente oferece parte da organização necessária. Com orientação, prática e acompanhamento, algumas dessas estratégias podem ser gradualmente internalizadas.
TEMPO ADICIONAL EM PROVAS: QUANDO ELE PODE AJUDAR?
O tempo adicional pode ser uma adaptação legítima quando existe uma limitação funcional que interfere na realização da avaliação.
Ele pode ser relevante quando o estudante apresenta:
✦ lentidão significativa de leitura ou processamento;
✦ necessidade frequente de reler instruções;
✦ dificuldade para recuperar o foco após interrupções;
✦ comprometimento da memória de trabalho;
✦ transtorno específico de aprendizagem associado;
✦ necessidade de pausas durante a avaliação;
✦ dificuldade motora ou de produção escrita;
✦ ansiedade que interfere significativamente no ritmo de execução.
Nesses casos, a ampliação do tempo pode reduzir uma barreira real.
O problema surge quando o recurso é aplicado automaticamente, apenas porque existe um diagnóstico, sem investigar qual dificuldade está afetando aquele estudante.
Duas pessoas com TDAH podem apresentar necessidades completamente diferentes.
Uma pode precisar de mais tempo. Outra pode terminar rapidamente, mas cometer erros por impulsividade. Uma terceira pode ter tempo suficiente, porém não conseguir organizar a ordem das questões.
A adaptação precisa responder ao funcionamento da pessoa, não somente ao nome do diagnóstico.
POR QUE MAIS TEMPO PODE NÃO SER SUFICIENTE?
Imagine um estudante que recebe sessenta minutos extras, mas não consegue perceber quanto tempo está gastando em cada questão.
Ele pode utilizar grande parte desse período tentando resolver um único item, distrair-se repetidamente ou perder energia antes de chegar ao final da prova.
O relógio foi ampliado, mas a dificuldade executiva permaneceu.
Mais tempo também pode significar:
✦ maior fadiga;
✦ exposição mais longa às distrações;
✦ aumento da ansiedade;
✦ perda do ritmo;
✦ repetição de estratégias ineficientes;
✦ dificuldade para decidir quando revisar ou finalizar.
Isso não prova que o recurso seja inadequado para todos. Demonstra apenas que a quantidade de minutos e a capacidade de administrar esses minutos são questões diferentes.
Em muitos casos, a melhor resposta não será retirar o tempo adicional, mas combiná-lo com outras formas de apoio.
ADAPTAR É IDENTIFICAR A BARREIRA
Uma adaptação educacional responsável começa com uma pergunta:
“O que está impedindo este estudante de demonstrar aquilo que sabe?”
Se a barreira for a lentidão de processamento, o tempo adicional pode ser fundamental.
Se a barreira for a distração provocada pelo ambiente, uma sala com menos estímulos talvez tenha maior impacto.
Se houver dificuldade para administrar uma prova extensa, a divisão em blocos pode ser mais funcional.
Se o estudante perde instruções longas, será necessário apresentar os comandos de forma mais objetiva e segmentada.
A adaptação não deve ser escolhida por hábito, conveniência ou generalização. Ela precisa estabelecer uma relação clara entre a barreira observada e o apoio oferecido.
ESTRUTURAS QUE PODEM APOIAR O FUNCIONAMENTO EXECUTIVO
- DIVISÃO DA AVALIAÇÃO EM BLOCOS
Uma prova extensa pode ser organizada em partes menores. Cada bloco pode ter um objetivo definido e um tempo aproximado de realização.
Essa estrutura reduz a quantidade de informações que precisam ser administradas simultaneamente.
- SINALIZAÇÃO DA PASSAGEM DO TEMPO
Avisos como “faltam trinta minutos”, “faltam quinze minutos” e “inicie a revisão” tornam o tempo mais visível.
O objetivo não é pressionar, mas externalizar uma informação que o estudante pode ter dificuldade para acompanhar internamente.
- PAUSAS BREVES E PLANEJADAS
Pausas podem ajudar a recuperar o estado de alerta e reduzir a fadiga. Precisam, porém, ter duração e forma de retorno claramente estabelecidas.
Uma pausa sem estrutura pode se transformar em outra fonte de desorganização.
- AMBIENTE COM MENOS DISTRAÇÕES
Ruídos, movimentação e excesso de estímulos visuais podem competir intensamente pela atenção.
Um ambiente mais previsível e menos carregado reduz a quantidade de energia necessária para filtrar informações irrelevantes.
- INSTRUÇÕES OBJETIVAS E SEGMENTADAS
Comandos longos exigem bastante da memória de trabalho.
Instruções divididas em etapas, com palavras-chave destacadas, ajudam o estudante a localizar o que precisa fazer.
- ORGANIZAÇÃO VISUAL DA PROVA
Páginas excessivamente carregadas podem dificultar a seleção das informações mais importantes.
Espaçamento adequado, separação clara entre questões e identificação visual das seções podem favorecer a organização.
- ESTRATÉGIAS DE PLANEJAMENTO
Antes da avaliação, o estudante pode aprender a:
✦ observar a quantidade de questões;
✦ calcular um tempo aproximado para cada parte;
✦ começar pelos itens que domina;
✦ marcar questões difíceis para retomar depois;
✦ reservar um período para revisão;
✦ verificar se respondeu a todos os comandos.
Essas estratégias precisam ser ensinadas e praticadas. Não se deve presumir que o aluno desenvolverá sozinho um método de organização apenas porque já alcançou determinada idade.
- REFORÇO E RETORNO FREQUENTES
Objetivos distantes podem ter pouca força motivacional para algumas pessoas com TDAH.
Retornos mais próximos, claros e específicos ajudam a conectar a ação presente ao resultado esperado.
Isso não significa premiar todo comportamento. Significa tornar as consequências do processo mais visíveis e compreensíveis.
ADAPTAÇÃO E INTERVENÇÃO NÃO SÃO A MESMA COISA
Uma adaptação modifica as condições em que a pessoa realiza uma atividade.
Uma intervenção procura desenvolver habilidades, modificar comportamentos ou ensinar estratégias.
O tempo adicional é uma adaptação. O ensino de planejamento, organização e monitoramento do tempo é uma intervenção. As duas medidas podem ser necessárias, mas não cumprem a mesma função.
Um estudante pode precisar de apoio durante a prova e, paralelamente, participar de um processo educativo para desenvolver estratégias executivas.
A adaptação garante acesso no presente. A intervenção busca ampliar recursos para o futuro.
Quando essas duas dimensões são confundidas, corre-se o risco de esperar que o tempo adicional ensine habilidades que ele não foi criado para ensinar.
O PAPEL DA ESCOLA
A escola precisa abandonar duas interpretações igualmente prejudiciais. A primeira é considerar toda dificuldade executiva como preguiça, desobediência ou falta de compromisso. A segunda é acreditar que um diagnóstico produz automaticamente uma lista fixa de adaptações.
O trabalho pedagógico exige observação.
É necessário compreender:
✦ em quais atividades a dificuldade aparece;
✦ quais estímulos aumentam ou reduzem o problema;
✦ que estratégias já funcionaram;
✦ como o estudante percebe suas próprias necessidades;
✦ quais habilidades precisam ser ensinadas;
✦ quais apoios permitem melhor desempenho;
✦ quando uma medida precisa ser revista.
A adaptação deve ser acompanhada por evidências do cotidiano.
O estudante está conseguindo demonstrar melhor o que sabe?
A medida está reduzindo a barreira identificada?
Está favorecendo autonomia ou criando uma dependência desnecessária?
Há necessidade de combinar outros recursos?
Essas perguntas tornam o processo dinâmico e responsável.
O PAPEL DA FAMÍLIA
A família frequentemente acompanha dificuldades que não aparecem com a mesma intensidade na escola.
Em casa, podem surgir problemas com horários, materiais, tarefas, compromissos, sono e organização da rotina.
Essas informações ajudam a compreender o funcionamento executivo em diferentes contextos.
Ao mesmo tempo, a família também precisa evitar que toda responsabilidade seja substituída por controle externo permanente.
O objetivo não é vigiar indefinidamente, mas criar estruturas compatíveis com a etapa de desenvolvimento da pessoa.
Rotinas visíveis, listas curtas, horários realistas, preparação antecipada de materiais e divisão de tarefas complexas podem ser mais funcionais do que cobranças repetidas.
Quando uma orientação não produz resultado, aumentar apenas a intensidade da cobrança raramente ensina a habilidade que está faltando.
O ESTUDANTE PRECISA PARTICIPAR
Nenhuma adaptação deveria ser construída sem escutar a pessoa que irá utilizá-la.
O estudante pode ajudar a identificar:
✦ o que mais o distrai;
✦ em que momento perde o ritmo;
✦ quais instruções considera confusas;
✦ se o tempo adicional é utilizado;
✦ se as pausas ajudam;
✦ quais estratégias já descobriu;
✦ em que condições demonstra melhor desempenho.
Essa participação não significa que ele decidirá sozinho todas as medidas. Significa reconhecer que sua experiência contém informações essenciais para a avaliação funcional. Além disso, compreender o próprio funcionamento favorece o desenvolvimento da autorregulação.
A pessoa deixa de receber apenas a mensagem “você é desorganizada” e começa a reconhecer: “Tenho dificuldade para estimar o tempo; por isso, preciso dividir a tarefa e utilizar marcadores externos.”
Essa mudança fortalece a autonomia e reduz a culpa.
TDAH NÃO É UMA IDENTIDADE DE INCAPACIDADE
As dificuldades executivas são apenas uma parte do funcionamento de uma pessoa.
O TDAH não define sozinho sua inteligência, criatividade, sensibilidade, capacidade profissional, afetiva ou intelectual.
Muitas pessoas com TDAH desenvolvem formas originais de pensar, grande capacidade de associação, espontaneidade, curiosidade e envolvimento intenso com temas significativos.
Reconhecer potencialidades, entretanto, não exige negar dificuldades.
Uma educação responsável consegue sustentar as duas dimensões: “Você possui capacidades importantes.” e: “Existem áreas em que precisa de apoio, estratégia e estrutura.”
A inclusão perde qualidade quando romantiza o transtorno e também quando reduz a pessoa aos prejuízos.
CONCLUSÃO
Compreender o TDAH exige compreender a relação entre atenção, autorregulação, funções executivas e percepção do tempo.
Oferecer tempo adicional pode ser necessário, mas a medida não responde sozinha a todas as dificuldades envolvidas em uma avaliação.
Uma pessoa pode ter mais minutos e ainda precisar de apoio para organizar, iniciar, monitorar e concluir a tarefa.
A chamada regra dos 30% pode ajudar adultos a perceberem que a idade cronológica nem sempre corresponde ao nível de autonomia executiva observado. Contudo, ela não é uma fórmula para calcular inteligência, maturidade global ou duração da atenção.
As adaptações mais responsáveis são construídas a partir das barreiras reais, das características da tarefa e do acompanhamento dos resultados.
A pergunta central não deve ser apenas:
“Quanto tempo esta pessoa precisa?”
A pergunta precisa ser mais ampla:
“Que condições permitirão que ela organize seus recursos, demonstre seus conhecimentos e desenvolva progressivamente maior autonomia?”
Quando a educação começa por essa pergunta, a adaptação deixa de ser uma concessão genérica e se transforma em uma construção pedagógica consciente, individualizada e verdadeiramente inclusiva.
Claudia Ribas
Pedagoga • Neuropsicopedagoga • Neuroarquiteta da Consciência Aplicada
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